{"id":300,"date":"2012-08-11T00:29:56","date_gmt":"2012-08-11T03:29:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/wp\/?p=300"},"modified":"2012-08-11T11:57:03","modified_gmt":"2012-08-11T14:57:03","slug":"alguns-aspectos-da-historia-e-doutrina-dos-nathas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/?p=300","title":{"rendered":"Alguns aspectos da Hist\u00f3ria e Doutrina dos Nathas"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/wp\/?attachment_id=288\" rel=\"attachment wp-att-288\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-288\" title=\"Ideal t\u00e2ntrico da perfei\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/wp\/image\/idealtantricodaperfeicao.jpg\" alt=\"Ideal t\u00e2ntrico da perfei\u00e7\u00e3o\" width=\"150\" height=\"188\" \/><\/a>Por: M.M. Gopinath Kaviraj<br \/>\nTraduzido por:<br \/>\nRegina Balieiro Devescovi<\/p>\n<p>Este texto foi escrito por Gopinath Kaviraj e publicado na Princess of\u00a0\u00a0Wales Sarasvati Bhavan Series, vol. VI, 1927.\u00a0\u00a0Aqui, Kaviraj apresenta sua\u00a0\u00a0vis\u00e3o sobre o Sampradaya Natha, incluindo informa\u00e7\u00f5es sobre alquimia bem como sobre a kundalini e o corpo f\u00edsico imperec\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria detalhada e sistem\u00e1tica da cultura indiana permanece ainda por ser escrita. Mas n\u00e3o h\u00e1 duvida de que antes que isso possa acontecer com sucesso \u00e9 necess\u00e1rio empreender um trabalho denso e continuado em v\u00e1rios campos de estudo. A hist\u00f3ria cultural de um povo n\u00e3o \u00e9 menos complexa do que sua hist\u00f3ria pol\u00edtica, tornando-se tanto mais intrincada quanto mais se estenda ao longo de s\u00e9culos e s\u00e9culos de intera\u00e7\u00f5es entre diversas correntes e contra correntes de for\u00e7as.<\/p>\n<p>O estudo das seitas\u00a0natha\u00a0e\u00a0siddha\u00a0\u00e9 uma preliminar do estudo do pensamento indiano medieval, notando-se que apenas o tema aqui abordado engloba v\u00e1rios diferentes aspectos. Este texto sumariza alguns dos principais pontos da mat\u00e9ria e pretende ser apenas um conjunto sugestivo de id\u00e9ias. Espera-se que, a partir desta iniciativa,\u00a0\u00a0a tem\u00e1tica aqui abordada se torne objeto de uma investiga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica capaz de\u00a0\u00a0desvendar os v\u00e1rios pontos obscuros da hist\u00f3ria e doutrina dos\u00a0nathas.<\/p>\n<p>Mahamahopadhyaya Haraprasad Sastri atraiu a aten\u00e7\u00e3o dos estudiosos da literatura dossiddhacharyas\u00a0budistas. \u00c9 um fato que v\u00e1rios dosacharyas\u00a0eram id\u00eanticos aos\u00a0nathas, os quais eram conhecidos como\u00a0siddhas. Mas sua exata posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 conhecida. A hist\u00f3ria da literatura t\u00e2ntrica, especialmente aquela da ordem Tripura, est\u00e1 plena de nomes dos\u00a0nathas. E v\u00e1rios desses nomes n\u00e3o s\u00e3o nomes pr\u00f3prios ou hist\u00f3ricos mas apenas nomes de certos princ\u00edpios abstratos. Alguns, contudo, s\u00e3o nomes hist\u00f3ricos. Ap\u00f3s a inicia\u00e7\u00e3o, o disc\u00edpulo, invariavelmente, recebe um nome que termina com a part\u00edcula\u00a0natha.\u00a0\u00a0Mas\u00a0\u00a0n\u00e3o temos nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o aqui com esses\u00a0\u2018nathas\u2019\u00a0.<\/p>\n<p>Um estudo sistem\u00e1tico e regular dos ensinamentos dos\u00a0hatha yogins\u00a0\u2013os pr\u00f3prios\u00a0nathas\u00a0tais como Matsyendra Natha, Goraksanatha, etc. \u2013; dos budistas vajrayana e sahajayana; dos tantristas da ordem Tripura bem como do culto virachara; dos seguidores de Dattatreya; dos sivaitas; dos \u00faltimos sahajiyas; e dos neo-vaisnavas revelar\u00e1 v\u00e1rios aspectos em comum. Na verdade, a rela\u00e7\u00e3o entre o budismo mahayana e a cultura t\u00e2ntrica \u00e9 bastante importante e merece um exame bastante cuidadoso. Seria de grande interesse, ali\u00e1s, descobrir como o sunyavada do mahayana incorporou-se gradualmente ao hatha-yoga, ao tantra, etc., e como, no final das contas, este sunya foi interpretado nas escolas budistas mais recentes.<\/p>\n<p>Com efeito, todas as escolas de pensamento favor\u00e1veis \u00e0 posi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica dos alquimistas e \u00e0 ci\u00eancia da alquimia, tal como usualmente cultivadas na \u00cdndia Antiga, teriam\u00a0\u00a0que ser estudadas. O rasavada dos neo-vaisnavas, por exemplo, inspirou-se muito no desenvolvimento da ci\u00eancia m\u00edstica associada aos nomes dos siddhas.<\/p>\n<p>O escopo deste texto n\u00e3o \u00e9 contudo, t\u00e3o amplo. Trata-se, aqui, de um pequeno registro da origem da seita e da literatura associada a doutrina dos nathas.<\/p>\n<p><strong>Origem da Seita<\/strong><\/p>\n<p>Como usual na cultura indiana, a seita natha reivindica uma origem divina. Brahmananda<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn1\">\u00a0[1]\u00a0<\/a>, em seu coment\u00e1rio, denominado Jyotsna, sobre o<span style=\"text-decoration: underline;\">Hathayogapradipika<\/span>\u00a0(1.5), afirma que Adinatha, ou Siva, foi o primeiro de todos os nathas e que, de acordo com uma tradi\u00e7\u00e3o preservada na literatura nathista, a seita foi fundada por Siva:<\/p>\n<p>AdinAthaH shivaH sarveShA.m\u00a0\u00a0nAthAnA.m prathamo n.AthaH. tato nAthasampradAyaH pravR^itta iti nAthasampradAyino vadanti.<\/p>\n<p>Do trecho acima pode-se deduzir que\u00a0\u00a0a seita era conhecida pelo nome de natha-panth. Os estudiosos, ali\u00e1s, tamb\u00e9m usam freq\u00fcentemente esse termo. Mas na literatura, esta \u00e9 conhecida como siddhamarga, avadhutamarga, etc. E como os professores desta escola enfatizam a pr\u00e1tica do yoga como um recurso na dire\u00e7\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o da perfei\u00e7\u00e3o, a seita passou a ser designada de yogamarga.<\/p>\n<p>A seita kapalika \u00e9 em alguns aspectos, assemelhada ao nathismo, mas, no geral, transita num caminho um tanto distinto. Embora sua origem seja atribu\u00edda a Adinatha, seus principais ensinos e pr\u00e1ticas t\u00eam um car\u00e1ter pr\u00f3prio e particular.<\/p>\n<p>O tantra sabara fornece uma lista de vinte e quatro kapalikas \u2013doze mestres e doze disc\u00edpulos. \u00c9 interessante notar que alguns desses nomes, sobretudo os dos disc\u00edpulos, s\u00e3o os nomes dos mais conhecidos nathas ou siddhas. Os nomes dos doze mestres s\u00e3o:\u00a0\u00a0Adinatha; Anadinatha; Kalanatha; Atikalanatha; Karalanatha; Vikaralanatha; mahakalanatha; Kala Bhairavanatha; Batukanatha; Bhutanatha; Viranatha e Srikanthanatha. Os nomes de seus doze disc\u00edpulos aparecem nesta ordem: Nagarjuna; Jada Bharata; Harischandra; Satyanatha; Bhimanatha; Goraksanatha; Charpatanatha; Avadyanatha; Vairagyanatha; Kanthadhari; Jalandhar e Malayarjuna.<\/p>\n<p>Apesar de a origem espiritual da seita natha vir, supostamente, de uma fonte divina, sua funda\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica \u00e9 relacionada a um certo Matsyendra Natha. A hist\u00f3ria de vida deste grande homem sempre esteve t\u00e3o intimamente entrela\u00e7ada com as lendas que \u00e9 muito dif\u00edcil chegar a uma conclus\u00e3o adequada. Conta-se que, em tempos long\u00ednquos,\u00a0Matsyendra se alojou na cabe\u00e7a de um peixe que, por acaso, ouvira as instru\u00e7\u00f5es secretas de Adinatha ou Siva e que, por isso, se tornara fixado no corpo e na mente\u00a0(\u201ctIrasamIpanIrasthaH kashchana matsyaH ta.m yogopadesha.m shrutvqA ekAgrachitto nishchalakAyo.avatasthe.\u201d).\u00a0\u00a0Quando o grande Senhor percebeu o que havia acontecido, Ele descobriu o verdadeiro significado da sobriedade. Com compaix\u00e3o, aspergiu \u00e1gua sobre o peixe e o transformou em um corpo humano de tipo celestial, desde ent\u00e3o conhecido como o famoso Siddha Matsyendranatha.\u00a0\u00a0H.P. Sastri acredita que o verdadeiro nome de Matsyendra seja Machchhaghna, que provavelmente significa pescador. Seja como for, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que Matsyendra era um yogin bastante avan\u00e7ado. Todavia, relata-se que,\u00a0\u00a0a despeito de seus grandes poderes, ele sucumbiu a tenta\u00e7\u00e3o da paix\u00e3o er\u00f3tica e que, somente com muita dificuldade, seu mais favorito disc\u00edpulo \u2013 Goraksa \u2013 conseguiu resgata-lo.<\/p>\n<p>Matsyendra teve v\u00e1rios disc\u00edpulos. Ao lado de Goraksa, que se tornou o mais renomado de todos, havia Chaurangi, Goracholi e outros. H\u00e1 lendas associadas a cada um dos siddhas. E quase todos tem uma can\u00e7\u00e3o singular, v\u00e1rias cantadas na Idade M\u00e9dia e atualmente recitadas no tom prosaico dos instrumentos tocados pelos m\u00fasicos de rua.<\/p>\n<p>Na literatura dos nathas freq\u00fcentemente se encontra o nome Minanatha. \u00c9 dif\u00edcil afirmar se esse era um sin\u00f4nimo de Matsyendra. V\u00e1rios estudiosos acreditam que os dois nomes se referem a mesma pessoa. Mas na lista dos nathas, fornecida por Brahmananda, encontramos o nome de Mina mencionado separadamente do de Matsyendra (emHatha Yoga\u00a0\u00a0Pradipika,\u00a0\u00a01.5-9).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Sastri refere-se a eles como se fossem duas pessoas e afirma que ambos eram nativos de Chandradvipa.<\/p>\n<p>A palavra chaurangi significa uma pessoa privada de m\u00e3os e pernas. Conta-se que enquanto Matsyendra \u2013ap\u00f3s ter se tornado um siddha pela gra\u00e7a de Adinatha \u2013vagueava a vontade pelo mundo, ele topou com Chaurangi em uma floresta e sentiu piedade dele. O corpo de Chaurangi, que era somente um tronco, tornou-se provido misteriosamente de m\u00e3os e pernas ap\u00f3s este ter ca\u00eddo aos p\u00e9s do grande Siddha implorando sua Gra\u00e7a. Ele tornou-se um siddha, conhecido como Chaurangi Natha.<\/p>\n<p>Ghoracholi foi um outro disc\u00edpulo de Matsyendra.<\/p>\n<p>Mas o maior dos disc\u00edpulos deste mestre \u2013na verdade, uma das maiores almas j\u00e1 produzidas na \u00cdndia \u2013 foi certamente Goraksa Natha. Ele foi um grande siddha, foi o pai do hatha yoga em sua forma corrente e o grande ap\u00f3stolo do misticismo yoguico na Idade M\u00e9dia. Em\u00a0Panchamatrayogi, a ele atribu\u00eddo, relata-se que durante do per\u00edodo de seu discipulado, ele passou doze longos anos em vigil\u00e2ncia em um terreno de crema\u00e7\u00e3o. H. P. Sastri diz, baseando-se nas evid\u00eancias de Taranatha, que Goraksa foi originalmente um budista e que tornou-se um natha somente nos \u00faltimos anos. Como um budista, era conhecido pelo nome de Ananga Vajra ,de acordo com Taranatha, ou pelo nome de\u00a0\u00a0Ramana Vajra, de acordo com Madame Sastri. Todas essas afirma\u00e7\u00f5es podem ser factuais. Mas em\u00a0Kayabodhi, atribu\u00eddo ao pr\u00f3prio Goraksa Natha, h\u00e1 um coment\u00e1rio que parece esclarecer sua origem como um abatedor de animais (pashvArambhaka). Se a palavra aranbha significa matan\u00e7a sacrificial, Goraksa n\u00e3o pode ser apresentado como tendo sido um budista antes de sua convers\u00e3o ao nathismo.<\/p>\n<p>A era de Goraksa ou de seu mestre Matsyendra n\u00e3o \u00e9 inteiramente conhecida. A tradi\u00e7\u00e3o que o relaciona a Kabir (1500 D.C.) e com Madhusudana Sarasvati (1700 D.C.) n\u00e3o tem provavelmente nenhum valor hist\u00f3rico. Mas Jnana Natha, ali\u00e1s Jnana Deva, que \u00e9 usualmente localizado no s\u00e9culo XIII, afirma em seu coment\u00e1rio sobre o Bhagavad Gita,\u00a0\u00a0que Goraksa Natha aparece como seu terceiro predecessor \u2013portanto: Adinatha, Matsyendra Natha, Goraksa Natha, Gahini Natha, Nivrtti Natha e Jnana Natha. Esse arranjo localizaria Goraksa no in\u00edcio do s\u00e9culo XII D.C. Essa data est\u00e1 de acordo com a tradi\u00e7\u00e3o que torna Goraksa e Dharmanatha contempor\u00e2neos e disc\u00edpulos do mesmo Mestre. Com efeito, Dharmanatha \u00e9 geralmente localizado no s\u00e9culo XII D.C.\u00a0\u00a0Todavia, h\u00e1 pontos de vista de acordo com os quais Goraksa viveu em 500 D.C. ou 700 D.C. ou 1000 D.C. Os disc\u00edpulos de Goraksa foram numerosos, alguns dos quais tendo conquistado a excel\u00eancia. Fontes seguras informam que Bala Natha, Halika Pava, Mali Pava, etc. foram seus disc\u00edpulos. Mayanamati, rainha m\u00e3e de Raja Gopichand, parece tamb\u00e9m ter sido iniciada por Goraksa.<\/p>\n<p>Bala Natha, acima citado, pode ser Siddha Balapada do qual encontramos uma descri\u00e7\u00e3o na literatura tibetana e o qual \u00e9 identificado com o grande Jalandhara Natha. Foi provavelmente um sudra tornando-se posteriormente um budista e convertendo-se finalmente ao nathismo. Ele foi um poderoso santo. Em Bengala era popularmente conhecido como Hadipa.\u00a0\u00a0A magnitude de sua santidade foi universalmente reconhecida a ponto de alguns atribu\u00edrem\u00a0\u00a0a ele uma posi\u00e7\u00e3o mais elevada do que a do pr\u00f3prio Goraksa<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn2\">\u00a0[2]\u00a0<\/a>. Podemos colher algumas descri\u00e7\u00f5es deste santo em\u00a0Niranjana Purana. Afirma-se que nas cercanias de Kerala ele concedeu Gra\u00e7a a um sabala, o qual ent\u00e3o convertido, escreveu alguns versos em mem\u00f3ria de seu Mestre. Suas realiza\u00e7\u00f5es foram muitas e variadas. Entre as pessoas \u00e0s quais ele concedeu Gra\u00e7a h\u00e1 v\u00e1rias e ilustres figuras. Raja Gopi Chand de Bengala, Raja Bhartrihari de Ujjein e Charpata<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn3\">\u00a0[3]<\/a>, que \u00e9 descrito como o tio maternal de Gopi Chand, foram seus disc\u00edpulos. Os nomes de alguns de seus outros disc\u00edpulos s\u00e3o Goga<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn4\">\u00a0[4]\u00a0<\/a>, Chatikanatha, Rama Sinha<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn5\">\u00a0[5]\u00a0<\/a>, Bhima<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn6\">\u00a0[6]\u00a0<\/a>, o comerciante Agila, o comerciante Sandhara (em Palanpur), etc. Diz-se que ele praticou penit\u00eancias em uma montanha, chamada Rakta, na cidade (Adipurl) de Dandavati. V\u00e1rios de seus feitos yoguicos foram relatados. Por exemplo: ele fez surgir p\u00e9rolas do nada, no campo de batalha de Yugandhara; ele transformou uma pessoa, de nome Kanha, um surdo-mudo de nascen\u00e7a janma mUka), em um eloq\u00fcente poeta; ele exibiu uma n\u00edtida vis\u00e3o de totalidade do universo ao rei Renuka, no monte Kanchana, e deu a ele uma maravilhosa espada; ele concedeu ben\u00e7\u00e3o a um cavalheiro da fam\u00edlia Raghu que permitiu-lhe subjugar as for\u00e7as superiores do Imperador de uma m\u00e3o s\u00f3, e deu a Charana um ador\u00e1vel filho de nome Dala.\u00a0\u00a0H\u00e1 v\u00e1rias outras est\u00f3rias assim. Relata-se que uma vez Jalandhara atracou seu barco a vela no cais de uma cidade (denominada Sesali) e o iluminou (AgnidhAnl), quando um pr\u00edncipe veio a seu encontro. Jalandhara presenteou-o com uma excelente espada, chamada Rama Chandra, com a qual o pr\u00edncipe, em batalha, matou v\u00e1rios Yavanas \u2013inclusive aqueles da classe de Joya\u00a0<strong>(?)<\/strong>, um dos que mataram seu pai. Por isso alguns Bhatis \u2013um cl\u00e3 dos Yadavas \u2013o desafiaram para uma sangrenta batalha durante a qual Jalandhara apareceu diante do pr\u00edncipe ap\u00f3s ter sido por ele invocado. A espada assumiu ent\u00e3o,\u00a0\u00a0um tamanho t\u00e3o descomunal que os oponentes bateram em retirada. Ap\u00f3s ter vencido a batalha, o pr\u00edncipe desapareceu e tornou-se imortal.<\/p>\n<p>Gopichand, o filho de Raja Triloka Chandra<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn7\">\u00a0[7]\u00a0<\/a>de Bengala, tornou-se o disc\u00edpulo de Jalandhara Natha. Mais tarde, partiu do reino de seu mestre por solicita\u00e7\u00e3o de sua \u2018sagrada\u2019 m\u00e3e Mayanamati. OMahasanta Vakya\u00a0contem uma pequena descri\u00e7\u00e3o de sua ren\u00fancia. Nota-se aqui, o qu\u00e3o inusitado e qualificado foi o discurso com o qual a rainha m\u00e3e exortou seu relutante filho contra as vaidades do mundo e suas posses materiais e pela suprema necessidade em buscar ref\u00fagio com um mestre espiritual e em prol da ilumina\u00e7\u00e3o. Raramente na hist\u00f3ria humana uma m\u00e3e tomou a iniciativa de enviar seu pr\u00f3prio filho ao caminho que conduz a Sabedoria Suprema \u2013caminho repleto de grandes perigos e da possibilidade de incont\u00e1veis sofrimentos. A est\u00f3ria da ren\u00fancia de Gopichand tornou-se cl\u00e1ssica. E quase todo vern\u00e1culo do norte da \u00cdndia tem suas pr\u00f3prias vers\u00f5es dessa est\u00f3ria.\u00a0Gopichand, como um siddha, ficou conhecido como Srngari Pava. No\u00a0Siddhanta Vakya\u00a0encontra-se um interessante di\u00e1logo entre ele e Jalandhara.\u00a0\u00a0Ele prop\u00f4s a Jalandhara uma s\u00e9rie de quest\u00f5es, as quais foram prontamente respondidas. Tais quest\u00f5es foram redigidas\u00a0<strong><span style=\"text-decoration: underline;\">[ver versos em s\u00e2nscrito transliterado no texto em ingl\u00eas]<\/span><\/strong>, e a \u00faltima parelha de versos contem a quintess\u00eancia dos ensinamentos dos Nathas.<\/p>\n<p>A est\u00f3ria de Bhartrhari, outro pr\u00edncipe de sangue real, \u00e9 igualmente interessante. Ele tamb\u00e9m renunciou as alegrias e lux\u00farias do pal\u00e1cio e sob a orienta\u00e7\u00e3o de Jalandhara alcan\u00e7ou a perfei\u00e7\u00e3o no yoga. na literatura dos siddhas seu nome aparece como Vichara Natha.<\/p>\n<p><strong>Os Ensinamentos dos Natha<\/strong><\/p>\n<p>Em Siddhanta Vakya de Jalandhara l\u00ea-se o seguinte:<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">[em s\u00e2nscrito transliterado<\/span><\/strong><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e0<\/span><\/strong><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00a0ver texto em ingl\u00eas]<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O trecho acima mostra que a posi\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica dos nathas n\u00e3o era nem mon\u00edstica e nem mesmo dual\u00edstica. Seu ide\u00e1rio era transcendental no verdadeiro sentido do termo. O texto sugere que o Absoluto est\u00e1 al\u00e9m da oposi\u00e7\u00e3o que envolve os conceitos de Saguna e Nirguna ou de Sakara e Nirakara. Para eles, o Fim Supremo da Vida \u00e9 a auto-realiza\u00e7\u00e3o como natha \u2013o permanecer eternamente fixado acima do mundo das rela\u00e7\u00f5es. E o caminho para essa realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o yoga. Eles sustentam que a Perfei\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser alcan\u00e7ada se o caminho escolhido for pavimentado pelas pr\u00e1ticas disciplinadoras do yoga. OSiddhasiddhantapaddhati, atribu\u00eddo algumas vezes a Goraksa Natha e outras a Nitya Natha, vai al\u00e9m e afirma:<\/p>\n<p>\u201csanmArgashcha yogamArgaH taditarastu pAShaNDamArgaH.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn8\">\u00a0[8]<\/a><\/p>\n<p>Mas o que \u00e9 o yoga? Essa quest\u00e3o \u00e9 respondida em diferentes obras e de diferentes formas. Mas seja qual for a forma,\u00a0\u00a0a concep\u00e7\u00e3o central permanece a mesma. \u00c9 o que desde ent\u00e3o tem sido denominado como hatha \u2013um termo que \u00e9 interpretado em Siddhasiddhanta paddhati&#8211;:<\/p>\n<p>\u201cHakAraH kIrttitaH sUryaShThakArashchandra uchyate.<\/p>\n<p>SUryachandramaseAryAgAd.h haThayogo nigadyate&#8230;\u201d<\/p>\n<p>De acordo com Brahmanda, o sol e a lua representam\u00a0\u00a0prana e apana e sua uni\u00e3o \u00e9 pranayama. Esse \u00e9 o significado de hathayoga e a conquista de vayu, portanto, \u00e9\u00a0\u00a0a ess\u00eancia do hathayoga.<\/p>\n<p>Acredita-se que esse tipo de yoga foi introduzido na \u00cdndia pelos nathas. O\u00a0Hatha yoga pradipika\u00a0(1.4) diz que o mist\u00e9rio desse yoga \u00e9 apenas conhecido por Matsyendra Natha e Goraksa Natha. Brahmananda adiciona o nome de Jalandhara, Bhartrhari e Gopi Chand. \u00c9 interessante observar que todas essas pessoas estiveram sempre associadas ao caminho dos nathas. E parece que Goraksa, ou mais provavelmente, Matsyendra, foi o primeiro pregador do hatha yoga<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn9\">\u00a0[9]\u00a0<\/a>.\u00a0\u00a0Na verdade, \u00e9 preciso ser consistente com a afirma\u00e7\u00e3o \u201cshrl AdinAthAya namo.astu tasmai yenopadiShTa haThayogavudyA\u201d (Hathayogapradipika, 1-1)<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn10\">\u00a0[10]\u00a0<\/a>. Isso porque todo vidya emana do Senhor Supremo<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn11\">\u00a0[11]\u00a0<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil averiguar o qu\u00e3o verdadeira \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o que atribui a funda\u00e7\u00e3o do hatha yoga como ci\u00eancia aos nathas. Al\u00e9m do mais, existe uma tradi\u00e7\u00e3o rival que se refere a duas escolas de hatha: uma antiga e outra moderna, fundadas respectivamente por Markandeya e pelos Nathas.<\/p>\n<p>\u201c DvidhA haThaH syAdekastu goraxAdisusAdhitaH.<\/p>\n<p>Anyo mR^ikaNDuputrAdyaiH sAdhito hathasa.mshakaH.\u201d\u00a0<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn12\">[12]<\/a><\/p>\n<p>Se essa tradi\u00e7\u00e3o tem alguma base hist\u00f3rica, isso significa que os nathas simplesmente resgataram uma antiga e agonizante ci\u00eancia. E esse parece ser o ponto de vista mais plaus\u00edvel.<\/p>\n<p>Mas qual era a necessidade de recuperar esse yoga, quando o raja yoga estava em uma condi\u00e7\u00e3o de franco florescimento? Ocorre que o hatha yoga \u00e9 apenas um auxiliar. Mas n\u00e3o somente isso: \u00e9 um degrau em dire\u00e7\u00e3o ao raja yoga, tal como admitido pelos pr\u00f3prios siddhas. O sistema de Patanjali \u00e9 principalmente baseado nos princ\u00edpios do raja yoga, assim como os sitemas budista e jainista, n\u00e3o obstante a utilidade das pr\u00e1ticas simples do\u00a0\u00a0hatha serem reconhecidas por todas essas escolas.<\/p>\n<p>Os hatha yogins consideram que para as pessoas comuns \u2013as que t\u00eam um pequeno controle sobre a mente \u2013a pr\u00e1tica do raja yoga \u00e9 imposs\u00edvel. O mantra yoga e as pr\u00e1ticas de medita\u00e7\u00e3o est\u00e3o aptas, se adequadamente dirigidas, a conduzir a perfei\u00e7\u00e3o do raja yoga, mas requerem o exerc\u00edcio da concentra\u00e7\u00e3o mental para serem minimamente eficazes \u2013um exerc\u00edcio que est\u00e1 al\u00e9m do poder do homem mediano. O hatha yoga, no entanto, o qual consiste de certos dispositivos mec\u00e2nicos de car\u00e1ter f\u00edsico, \u00e9 a \u00fanica forma de yoga cient\u00edfico que pode ser \u00fatil em tais circunst\u00e2ncias. De fato, n\u00e3o pressup\u00f5e a for\u00e7a mental que qualquer outra categoria de yoga exige do praticante.<\/p>\n<p>J\u00e1 afirmamos que a ess\u00eancia do hatha repousa na conquista do vayu. H\u00e1 uma condi\u00e7\u00e3o de aceita\u00e7\u00e3o universal na \u00cdndia de que\u00a0\u00a0bindu (ess\u00eancia do corpo f\u00edsico na forma de virya, sukra, ou fluido seminal), vayu (as correntes vitais intra-org\u00e2nicas), e manas (mente ou princ\u00edpio do pensamento) est\u00e3o intimamente relacionados entre si<strong>:<\/strong>\u00a0ao restringir qualquer um deles os outros dois podem ser facilmente colocados sob controle.\u00a0\u00a0Na restri\u00e7\u00e3o do bindu, tal como executada pela pr\u00e1tica do brahmacharya bem sucedido, os hatha yogins dirigem o controle do vayu como uma preliminar, ou antes, como um meio para a realiza\u00e7\u00e3o da quietude mental que \u00e9 o objetivo final de todos os esfor\u00e7os. Mas para facilitar essa restri\u00e7\u00e3o (ou reten\u00e7\u00e3o) de vayu \u2013a pr\u00e1tica do pranayama \u2013eles recomendam o emprego de algumas outras pr\u00e1ticas: asana, mudra e nadanusandhana.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn13\">\u00a0[13]<\/a><\/p>\n<p>A pr\u00e1tica continuada do\u00a0asana\u00a0\u00e9 de grande ajuda no alcance e manuten\u00e7\u00e3o da leveza e graciosidade, sa\u00fade e firmeza e estabilidade do corpo. Essas qualidades, quando obtidas naturalmente, reagem sobre a mente. A pr\u00e1tica de\u00a0mudras\u00a0busca despertar a kundalini sakti sem a qual nenhuma realiza\u00e7\u00e3o espiritual \u00e9 poss\u00edvel<strong>(?)<\/strong>. E a pr\u00e1tica do\u00a0nada\u00a0age diretamente sobre a mente e tende a destruir suas turbul\u00eancias e inquieta\u00e7\u00f5es. Assim que a mente se torna inativa e o\u00a0vayu\u00a0\u00e9 absorvido em brahmarandhra,\u00a0\u00a0adv\u00e9m a gl\u00f3ria resplandescente do Estado de Beatitude (Bem Aventuran\u00e7a), tecnicamente conhecido como Laya ou Manonmani ou Sahajavastha.\u00a0\u00a0Esse \u00e9 um estado de intensa alegria.\u00a0\u00a0Deve-se enfatizar neste ponto,\u00a0\u00a0que todas essas pr\u00e1ticas est\u00e3o inter-conectadas.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica do\u00a0nada\u00a0come\u00e7a somente quando o som interno \u2013um fluxo cont\u00ednuo correndo de um lado a outro do cora\u00e7\u00e3o de \u201cnatureza sens\u00edvel\u201d \u2013consegue ser percebido pelo sentido da audi\u00e7\u00e3o. E esse som s\u00f3 pode ser ouvido de fato ap\u00f3s o\u00a0vayu\u00a0ter se introduzido no susumna nadi e suas v\u00e1rias ramifica\u00e7\u00f5es estarem livres das impurezas acumuladas durante anos. Quando as nadis s\u00e3o purificadas, o som de anahata torna-se imediatamente aud\u00edvel. Mas essa purifica\u00e7\u00e3o requer o exerc\u00edcio de\u00a0asanas\u00a0e\u00a0mudras. Do contr\u00e1rio, a perfei\u00e7\u00e3o do\u00a0asana\u00a0\u00e9 imposs\u00edvel at\u00e9 e ao menos que as causas sutis que operam como empecilhos da estabilidade do corpo sejam completamente removidas. O despertar da kundalini que \u00e9 o prop\u00f3sito imediato da pr\u00e1tica das\u00a0mudras\u00a0e na verdade de v\u00e1rias outras pr\u00e1ticas, ocorre com o sucesso mais ou menos completo do\u00a0asana.\u00a0\u00a0De fato, todos esses\u00a0\u00a0artif\u00edcios mec\u00e2nicos tem uma meta: liberar e colocar em opera\u00e7\u00e3o o Poder Divino que jaz adormecido sob a mat\u00e9ria e clarificar o caminho de frui\u00e7\u00e3o desse poder. Esse caminho, agora, est\u00e1 bloqueado.<\/p>\n<p>A peculiaridade do yoga preconizado pelos nathas consiste na \u00eanfase dada ao aspecto f\u00edsico da disciplina. Pressup\u00f5e um conhecimento completo do corpo, com seus nervos e aparatos vitais.\u00a0\u00a0O princ\u00edpio geral \u00e9 o de reconhecimento do car\u00e1ter gradativo da mat\u00e9ria \u2013da forma mais densa, tal como revelada nas experi\u00eancias sensoriais do estado de vig\u00edlia, at\u00e9 a forma mais rarefeita e t\u00eanue, eventualmente percebida no fim de Samprajnata Samadhi (o denominado Sasmita Samadhi).\u00a0\u00a0Note-se que as observa\u00e7\u00f5es aqui feitas baseiam-se e referem-se \u00e0 nomenclatura sankhya.\u00a0\u00a0A consci\u00eancia da natureza individual como dimens\u00e3o emaranhada na mat\u00e9ria grosseira \u00e9 id\u00eantica \u00e0 consci\u00eancia universal da alma mundial e tamb\u00e9m id\u00eantica \u00e0 Consci\u00eancia Absoluta. O que \u00e9 preciso cuidadosamente remover s\u00e3o as limita\u00e7\u00f5es provenientes da percep\u00e7\u00e3o mais grosseira da consci\u00eancia individual. Nesse sentido, a id\u00e9ia defendida pelos hatha yogins \u00e9 a de que o caminho mais seguro e r\u00e1pido para transcender aquelas limita\u00e7\u00f5es \u00e9 o de\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">[buscar a ascens\u00e3o do vayu de um plano a outro at\u00e9 que a Subst\u00e2ncia Universal seja penetrada pelo Esp\u00edrito-Mat\u00e9ria do mais alto plano, manifestando-se ent\u00e3o no denominado L\u00f3tus de Mil P\u00e9talas (sahastradalakamala).<\/span>\u00a0\u00a0Note-se que aquelas limita\u00e7\u00f5es s\u00e3o os produtos das tens\u00f5es causadas pelo Impulso Criativo do Supremo Senhor na Mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Para falar mais claramente. A alma pura, que \u00e9 um aspecto do Absoluto e, na verdade, consubstancial com ele, permanece contida no est\u00e1gio mundano no interior de duas camadas:\u00a0manas e bhutas, representando dois aspectos da mat\u00e9ria sutil. A palavra\u00a0manas\u00a0\u00e9 utilizada aqui em um sentido amplo, incluindo\u00a0buddhi, ahankara,\u00a0etc. Os sentidos desenvolvidos posteriormente s\u00e3o somente varia\u00e7\u00f5es funcionais de\u00a0manas.\u00a0A palavra\u00a0bhutarepresenta aqui, a mat\u00e9ria bruta em um estado de relativo equil\u00edbrio. Esta sustenta em si o denominadotanmatra; isto \u00e9:\u00a0sabda, sparsa, rupa, rasa e gandhaque n\u00e3o s\u00e3o ainda distingu\u00edveis enquanto tal. Cada um dos cinco\u00a0matras\u00a0\u00a0tem seu pr\u00f3prio centro; ponto em torno do qual\u00a0\u00a0\u00e9 capaz de se expandir ou contrair. A alma, em seu curso descendente ou de partida assume, como necessidade vital, essas camadas da mat\u00e9ria sutil.\u00a0\u00a0Embora sua pureza inata v\u00e1 se diluindo no decorrer do percurso descendente, a alma ainda ret\u00e9m uma auto-consci\u00eancia suficiente e os poderes conseq\u00fcentes. O total esquecimento toma lugar somente quando ela emerge para o interior de um outro mundo; o mundo da mat\u00e9ria densa, resultado de uma combina\u00e7\u00e3o \u2013por meio de um processo chamado\u00a0panchicarana\u00a0\u2013de finas e radiantes part\u00edculas lan\u00e7adas para fora dos centros tanmatricos. O movimento descendente da alma para a mat\u00e9ria sutil acontece, por assim dizer, em linha reta. Mas o nascimento dentro do mundo externo \u00e9\u00a0produto de um movimento obl\u00edquo (tiryag.hgati) emvayu. Assim que a Consci\u00eancia se encontra encapsulada na mat\u00e9ria densa ou sens\u00edvel, o\u00a0manasse desenvolve dentro de sentidos que come\u00e7am a operar, cada um deles, em sua pr\u00f3pria linha<\/p>\n<p>de refer\u00eancia; linha esta correspondente a cada um dos aspectos desta mat\u00e9ria. \u00c9 por essa raz\u00e3o que os sentidos n\u00e3o podem apreender nada al\u00e9m da mat\u00e9ria densa. Contudo, o\u00a0manas, como abstra\u00e7\u00e3o dos sentidos, \u00e9 capaz de possibilitar e garantir a eleva\u00e7\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o do conhecimento supersens\u00edvel. E quanto maior a abstra\u00e7\u00e3o, mais apurada a qualidade desse conhecimento. A abstra\u00e7\u00e3o demanas\u00a0\u00a0nada mais \u00e9 do que concentra\u00e7\u00e3o e conseq\u00fcente purifica\u00e7\u00e3o. O chamado<\/p>\n<p>divyachaksu, o olho celestial ou o terceiro olho de Siva,\u00a0\u00a0nada mais \u00e9 do que essa mente concentrada e purificada \u2013mano hyevAtra daiva.m chaxuH<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn14\">\u00a0[14]\u00a0<\/a>. Omanas, revestido com a mat\u00e9ria densa, pode ser descrito como denso ou como limitado na percep\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o. Nesse estado, o\u00a0vayu\u00a0tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 retilinear em seu movimento. Toda forma de\u00a0vayu,que nos \u00e9 familiar em nossa experi\u00eancia sens\u00edvel, n\u00e3o \u00e9 retilinear.<\/p>\n<p>O movimento obl\u00edquo do\u00a0vayu\u00a0em nosso corpo f\u00edsico necessita da exist\u00eancia de caminhos de um car\u00e1ter obl\u00edquo. Isso \u00e9 o que tecnicamente se conhece comonadichakra. O\u00a0nadichakra\u00a0consiste de numerososnadi\u00a0ramificados em numerosas dire\u00e7\u00f5es. Com exce\u00e7\u00e3o do\u00a0susumna, que \u00e9 o conduto central do movimento retil\u00edneo do\u00a0vayu\u00a0j\u00e1 purificado, as outrasnadi\u00a0podem ser classificadas a grosso modo, com refer\u00eancia a dois eixos principais: o da direita e o da esquerda, a partir de sua posi\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o aosusumna. O\u00a0manas\u00a0e o\u00a0vayu\u00a0de um homem comum movem-se ao longo desses caminhos espiralados. Esse movimento \u00e9 seu\u00a0sansara\u00a0\u2013seu\u00a0vyutthana.<\/p>\n<p>Os Natha insistem que se o Absoluto \u00e9 para ser alcan\u00e7ado, o caminho central que leva diretamente a ele \u2013assim como um rio que se perde no oceano \u2013deve\u00a0\u00a0\u00a0ser descoberto e freq\u00fcentado.Todos os outros trajetos estar\u00e3o desencaminhados porque ao conterem os segmentos da mat\u00e9ria grosseira levam sempre a diferentes planos da exist\u00eancia material. Assim que as correntes divergentes do\u00a0manas\u00a0f\u00edsico \u2013as\u00a0vrttis\u00a0e os sentidos \u2013e\u00a0\u00a0do\u00a0vayu\u00a0\u2013as fun\u00e7\u00f5es do Princ\u00edpio Vital \u2013s\u00e3o trazidas a um ponto com um certo grau de intensidade, esse ponto irradia uma luz brilhante que expressa as Sakti concentradas da alma. Essa express\u00e3o de Sakti \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o da Kundalini e de sua parcial libera\u00e7\u00e3o da obscuridade da mat\u00e9ria. A Sakti \u00e9 ent\u00e3o liberada \u2013e isso acontece parcialmente \u2013se eleva espontaneamente e desaparece no Infinito do Absoluto. Esse desaparecimento n\u00e3o leva a aniquila\u00e7\u00e3o mas simplesmente a absor\u00e7\u00e3o e unifica\u00e7\u00e3o. O Absoluto, tal como concebido em Sakti, \u00e9 o Infinito de Sakti atualizado. Sakti \u00e9 a unidade, quer manifesta ou n\u00e3o. Brahman \u00e9 nada mais do que Sakti eternamente manifesta, a qual \u00e9 somente um sin\u00f4nimo de Siva. Ela \u00e9 livre da a\u00e7\u00e3o e de qualquer nuan\u00e7a de mat\u00e9ria. Mas \u00e9 um fato que uma por\u00e7\u00e3o de Sakti \u00e9 absorvida e engolfada pela mat\u00e9ria, parecendo perder sua identidade sob a press\u00e3o dessa \u00faltima. Os nathas alegam que o\u00a0sad-guru, o verdadeiro professor espiritual, \u00e9 capaz de evocar a Sakti adormecida do disc\u00edpulo. E isso ele o faz sozinho; inspirado, impulsionado e mobilizado por sua Sakti ativa a qual nada mais \u00e9 do que Siva em a\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0A diferen\u00e7a entre Siva e Sakti \u00e9 uma diferen\u00e7a sem qualquer distin\u00e7\u00e3o. Afirma-se:<\/p>\n<p>\u201cshivasyAbhyantare shaktiH shakterabhyantare shivaH.<\/p>\n<p>Antara.m naiva pashyAmi chandrachandrikayoriva&#8230;\u201d<\/p>\n<p>(<span style=\"text-decoration: underline;\">Siddhasiddhanta sangraha<\/span>, IV.37)<\/p>\n<p>Como Sakti consegue ser encoberta e dissimulada pela mat\u00e9ria? Eis a\u00ed um mist\u00e9rio impenetr\u00e1vel. N\u00e3o obstante, uma vez liberada, ela \u00e9 arrastada para dentro da Fonte Infinita e Universal que, na verdade, \u00e9 livre.<\/p>\n<p>\u00c9 a mat\u00e9ria que parece dividir Siva e Sakti, pois assim que aquela \u00e9 transcendida essa aparente divis\u00e3o desaparece. E o que \u00e9 a mat\u00e9ria em si? \u00c9 um fantasma aparecendo a partir da auto-aliena\u00e7\u00e3o do Absoluto como Siva e Sakti. Portanto, quando Siva e Sakti est\u00e3o unidos esse fantasma desaparece no nada. Devemos observar aqui, que o objetivo do yoga \u00e9 essa Uni\u00e3o. E isso\u00a0\u00a0explica a exist\u00eancia de um imagin\u00e1rio fortemente er\u00f3tico associado ao desenvolvimento desse tema, durante a idade m\u00e9dia,\u00a0na literatura t\u00e2ntrica e natha do hinduismo e do budismo.<\/p>\n<p>O ponto central \u00e9 o de que a alma n\u00e3o pode conhecer Siva; n\u00e3o pode alcan\u00e7ar a auto-realiza\u00e7\u00e3o, enquanto estiver limitada pela mat\u00e9ria ou, em outras palavras, enquanto sua Sakti n\u00e3o se tornar livre. O obscurecimento de Sakti significa:<\/p>\n<p>i.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0sua perda de conex\u00e3o com Siva do qual ela emana,<\/p>\n<p>ii.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0seu conseq\u00fcente engolfamento dentro do escuro ventre da Mat\u00e9ria Primordial;<\/p>\n<p>iii.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0sua emerg\u00eancia final dentro de um mundo denso de luz enfraquecida e dissipada; mundo esse produzido pela Mat\u00e9ria Primordial.<\/p>\n<p>O primeiro e segundo momentos podem ser sucessivos no tempo ou apenas estar em seq\u00fc\u00eancia l\u00f3gica. Em todo caso eles representam o denominado est\u00e1gio prakR^itilIna da literatura yoguica. A Ignor\u00e2ncia C\u00f3smica \u00e9 a caracter\u00edstica desse est\u00e1gio, o qual precede o momento subseq\u00fcente. O estado f\u00edsico de aprisionamento, o terceiro momento de nosso esquema, \u00e9 caracterizado por um dist\u00farbio do equil\u00edbrio relativo das for\u00e7as. A t\u00edtulo de ilustra\u00e7\u00e3o, cabe observar que o\u00a0vayu\u00a0no corpo f\u00edsico funciona desigual e parcialmente \u2013como as outras for\u00e7as.<\/p>\n<p>Quando essa desigualdade \u00e9 removida \u00e9 muito prazeroso. No curso natural, ela \u00e9 tamb\u00e9m eliminada, embora por apenas um momento e por raras vezes. Esse processo \u00e9 chamado\u00a0sandhiksana, correspondente ao\u00a0nirodhaksana\u00a0\u00a0\u00a0da literatura mais recente. O que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 incrementar a dura\u00e7\u00e3o desse\u00a0ksana. J\u00e1 foi mostrado que o funcionamento das correntes vitais e outras dentro do sistema pode ocorrer ao longo de um duplo eixo \u2013um percorrendo o lado direito e o outro o lado esquerdo. As duas correntes s\u00e3o opostas \u2013uma negativa e outra positiva \u2013e complementares. Na literatura dos siddhas e dos nathas elas s\u00e3o conhecidas respectivamente como lunar e\u00a0\u00a0solar<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn15\">\u00a0[15]\u00a0<\/a>. Seus trajetos, conforme o caminho lunar ou solar,\u00a0\u00a0s\u00e3o, respectivamente,\u00a0\u00a0asnadi ida\u00a0e\u00a0pingala\u00a0\u00a0do hatha yoga. A neutraliza\u00e7\u00e3o dessas for\u00e7as solar e lunar, freq\u00fcentemente descritas como purusa e prakrti \u2013que por meios espec\u00edficos\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0passam a se comportar de outra forma \u2013ajuda a desobstruir o caminho m\u00e9dio ou natural que \u00e9 denominado\u00a0susumna, ou brahma nadi, ou\u00a0sunya nadi. Assim que esse canal \u00e9 aberto \u2013canal que at\u00e9 ent\u00e3o se encontrava bloqueado por uma por\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria densa \u2013o\u00a0bindu, vayu\u00a0e\u00a0manas, j\u00e1 \u201clapidados\u201d pelo kriyayoga, dirigem-se com \u00edmpeto para esse caminho, iniciando ent\u00e3o e espontaneamente seu curso ascendente.<\/p>\n<p>O despertar da kundalini, a desobstru\u00e7\u00e3o do Caminho do Meio, a purifica\u00e7\u00e3o do\u00a0vayu\u00a0e domanas, o desenvolvimento da gnosis (praGYA), a dissolu\u00e7\u00e3o do\u00a0ahankara\u00a0e o cativeiro da ignor\u00e2ncia (avidyAgranthi) s\u00e3o diferentes nomes daquele processo, a partir de diferentes pontos de vista. N\u00e3o se trata de um ato instant\u00e2neo, pois os\u00a0vasanaacumulados \u2013os conte\u00fados herdados \u2013tem de ser eliminados lentamente. O caminho, portanto,\u00a0\u00a0\u00e9 progressivo e os nathas geralmente descrevem-no como\u00a0satchchakrabheda. na fraseologia t\u00e2ntrica. Isso significa que a transcend\u00eancia\u00a0\u00a0ocorre progressivamente, um a um,\u00a0\u00a0em cada um dos seis centros org\u00e2nicos, cada um desses centros definindo um est\u00e1gio preciso da jornada. Isso corresponde ao processo purgativo da m\u00edstica ocidental e aobhutasuddhi\u00a0e\u00a0chittasuddhi\u00a0do\u00a0upasana kanda\u00a0do tantra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O caminho secreto de Brahma (brahmanADI) era bastante conhecido dos profetas vedicos. Deixando de lado os\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">Upanisad<\/span>\u00a0menores, encontramos evid\u00eancias desse conhecimento em\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">Chhandogya<\/span>, onde h\u00e1 uma refer\u00eancia a\u00a0nadi\u00a0central ascendendo dehrdaya\u00a0ao cr\u00e2nio (mUrdhA). Esse canal \u00e9 evidentemente o\u00a0susumna.\u00a0Essa asser\u00e7\u00e3o aparece em um estudo da literatura antiga em que o tema \u00e9 apresentado em quatro distintas vis\u00f5es sobre a localiza\u00e7\u00e3o do ponto a partir do qual a jornada da ascens\u00e3o de\u00a0manas\u00a0\u00e9 empreendida. Os quatro pontos de acordo com as quatro vis\u00f5es s\u00e3o: a\u00bb\u00a0muladhara chakra; b\u00bb umbigo; c\u00bb cora\u00e7\u00e3o; e d\u00bb meio das sobrancelhas. As escolas v\u00e9dicas eram geralmente a favor do ponto do cora\u00e7\u00e3o, mas os Natha preferiram os dois primeiros (muladhara chakra\u00a0e umbigo). Em qualquer situa\u00e7\u00e3o, todavia, seja qual for o lugar eleito, cada um deles representa a regi\u00e3o em que omanas\u00a0e o\u00a0vayu\u00a0ser\u00e3o focados em um Ponto. Na verdade, a revela\u00e7\u00e3o do Grande Caminho ocorre ap\u00f3s tal concentra\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0Falando graficamente, um dos extremos desse Caminho Luminoso representa Isvara ou Guru; o\u00a0\u00a0outro extremo iluminado representa Jiva ou Sisya; e o caminho em si a rela\u00e7\u00e3o entre ambos. Com a pr\u00e1tica continuada, a dist\u00e2ncia entre as duas extremidades vai diminuindo e o yoga ganha em for\u00e7a, vigor e poder. Finalmente, o caminho desaparece, deixando Isvara e Jiva ou Siva e Sakti em uni\u00e3o perfeita. Essa Uni\u00e3o pode ser denominada Identidade tamb\u00e9m. Pois, ao perderem toda a apar\u00eancia de distin\u00e7\u00e3o, os dois princ\u00edpios se tornam o que na realidade sempre foram: o Absoluto.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 shivashaktiAmarasya, o equil\u00edbrio de Siva e Sakti, manifestando-se em Ananda ou na Bem-Aventuran\u00e7a Divina.\u00a0\u00a0Pressup\u00f5e Jnana (ou Realiza\u00e7\u00e3o),\u00a0\u00a0a\u00a0\u00a0qual nada mais \u00e9 do que a express\u00e3o natural do yoga.\u00a0\u00a0E esse Jnana, sozinho, vem plenamente embu\u00eddo de virtude. Pois, para os nathas, o conhecimento te\u00f3rico obtido a partir do estudo dos livros \u00e9 severamente condenado como um ac\u00famulo desnecess\u00e1rio de informa\u00e7\u00f5es que leva a confus\u00e3o e n\u00e3o a ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O verdadeiro conhecimento n\u00e3o pode ser adquirido sem o yoga. O mero conhecimento intelectual n\u00e3o \u00e9 exatamente vantajoso para a salva\u00e7\u00e3o. O\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">Yogabija<\/span>(verso 64) diz: \u201c++ yogena rahita.m GYAna.m moxAya no bhavet.h\u201d. H\u00e1 na verdade, relatos hist\u00f3ricos de que v\u00e1rias pessoas obtiveram conhecimento direto sem a necessidade de praticarem yoga. A t\u00edtulo de ilustra\u00e7\u00e3o, os nomes de Jaigisavya, Asita, Janaka, Tuladhara, Dharmavyadha, Pailavakh, Maitreyi, Sulabha, Saragi e Sandili, para nomear alguns dentre v\u00e1rios, podem ser mencionados. As respostas a esses casos recaem, contudo, na asser\u00e7\u00e3o de que a pr\u00e1tica do yoga em vidas pr\u00e9vias \u00e9 um pressuposto desse conhecimento. Os siddhas asseveram que um homem que obteve conhecimento, mas n\u00e3o siddhi, dever\u00e1 se dirigir a influ\u00eancia santificada de um siddha e por sua gra\u00e7a, receber a inicia\u00e7\u00e3o nos mist\u00e9rios do yoga (cf.<span style=\"text-decoration: underline;\">Yogabija<\/span>, 159-60). Isso \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio para a realiza\u00e7\u00e3o de Moksa.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn16\">\u00a0[16]<\/a><\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do yoga \u00e9 insistentemente enfatizada porque sem esse instrumento a conquista do corpo f\u00edsico n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ada.\u00a0\u00a0Ningu\u00e9m, al\u00e9m do verdadeiro\u00a0yogi, pode elevar-se acima das limita\u00e7\u00f5es impostas pelo corpo. Enquanto essas limita\u00e7\u00f5es persistirem \u2013o que implica n\u00e3o somente as paix\u00f5es, mas tamb\u00e9m a depend\u00eancia dos elementos da natureza \u2013a estabilidade da mente e a conseq\u00fcente ilumina\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e3o poss\u00edveis. O organismo f\u00edsico, por exemplo, conforme existe no estado presente, \u00e9 considerado a fonte de todo o mal. \u00c9 afetado pela a\u00e7\u00e3o dos cinco elementos; \u00e9 afligido pelo calor e frio; e \u00e9 sujeito \u00e0 decad\u00eancia e \u00e0 morte. No entanto, os\u00a0yogins\u00a0preconizam que essa tend\u00eancia inexor\u00e1vel de corrup\u00e7\u00e3o do corpo f\u00edsico pode ser superada. E isso s\u00f3 pode ser alcan\u00e7ado por interm\u00e9dio do yoga.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da purifica\u00e7\u00e3o f\u00edsica \u00e9 primordial no estudo das doutrinas dos nathas. Portanto, \u00e9 plaus\u00edvel consider\u00e1-la em um contexto mais amplo. O corpo humano, com seus defeitos e corrup\u00e7\u00f5es, tal como ordinariamente conhecido por n\u00f3s,\u00a0\u00a0\u00e9 descrito pelos\u00a0yogis\u00a0como imaturo (apakka). \u00c9 possu\u00eddo de todas as caracter\u00edsticas da mat\u00e9ria f\u00edsica. O contato com esse corpo deve inevitavelmente resultar na experi\u00eancia da dor e na dissimula\u00e7\u00e3o dos poderes inerentes da alma. Para um homem comum, portanto, torna-se praticamente imposs\u00edvel subjugar os sentidos e as paix\u00f5es mesmo com as mais austeras auto-restri\u00e7\u00f5es. Os efeitos dos elementos da natureza fazem-no sentir, apesar de todos os seus esfor\u00e7os, fortes dist\u00farbios mentais.\u00a0\u00a0Esse\u00a0\u00a0homem \u00e9 um escravo das circunst\u00e2ncias. E o denominado jnana \u00e9 incapaz de remover essas perturba\u00e7\u00f5es que, para um corpo f\u00edsico denso, s\u00e3o incidentais. O corpo, portanto, requer ser purificado, refinado e amadurecido (pakka) por meio do yoga.<\/p>\n<p>A doutrina da imortalidade f\u00edsica, corol\u00e1rio imediato da purifica\u00e7\u00e3o f\u00edsica, encontra um tratamento especial no sistema dos nathas. Se os defeitos entrela\u00e7ados no organismo denso podem de alguma maneira ser eliminados, o corpo ir\u00e1 naturalmente tornar-se imune das doen\u00e7as, da decad\u00eancia e da morte e de todas as enfermidades e calamidades anexas a mat\u00e9ria f\u00edsica. Ser\u00e1 livre do peso, capaz de mover-se pelo espa\u00e7o com a velocidade do pensamento, assumir quaisquer formas e multiplicar-se em v\u00e1rios corpos.\u00a0Atravessar\u00e1 uma superf\u00edcie s\u00f3lida e penetrar\u00e1 uma pedra. N\u00e3o se afogar\u00e1 na \u00e1gua, n\u00e3o queimar\u00e1 no fogo, n\u00e3o ser\u00e1 afetado pelo vento e ser\u00e1 invis\u00edvel no puro espa\u00e7o. Ser\u00e1 capaz de se expandir e de se contrair e ser\u00e1 dotado de todos os poderes resultantes da conquista dos cinco elementos (bhUtajaya). Diz-se que um corpo como esse \u00e9 raro mesmo entre os deuses.<\/p>\n<p>\u00c9 puro \u2013mais puro do que\u00a0akasa. Siddha Kaya, Divya Deha, etc. s\u00e3o nomes desse corpo. O processo de sua transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 chamado Dehavedha, Pindasthainhya, Pinda Dharana, etc.<\/p>\n<p>Pode-se enfatizar que a possess\u00e3o de um corpo imortal desse tipo tem sido uma aspira\u00e7\u00e3o de todos os m\u00edsticos em todas as eras e lugares. Na literatura filiada ao hatha yoga, rasayana (alquimia), tantra, etc. encontramos freq\u00fcentes refer\u00eancias a esse corpo. Diz-se que como um metal ordin\u00e1rio pode ser transmutado em ouro (lohavedha), o mesmo pode ocorrer com um corpo que se espiritualiza (dehavedha). Os antigos alquimistas t\u00eam seu pr\u00f3prio m\u00e9todo de transmuta\u00e7\u00e3o, em que o merc\u00fario, a mica, o enxofre, etc. desempenham um importante papel. Eles chamam esse corpo de \u201crasamayi tanu\u201d e \u201chara gauri srstija tanu\u201d, porque foram afetados, respectivamente,\u00a0\u00a0pela a\u00e7\u00e3o de\u00a0rasa\u00a0ou merc\u00fario \u2013a semente de\u00a0hara\u00a0(harasrsti) \u2013\u00a0\u00a0e pela a\u00e7\u00e3o da mica \u2013a semente de\u00a0gauri\u00a0(gaurisrsti)<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn17\">\u00a0[17]\u00a0<\/a>.<\/p>\n<p>O que os alquimistas realizaram por meio do merc\u00fario, os\u00a0hatha yogins\u00a0alcan\u00e7aram atrav\u00e9s da disciplina do\u00a0vayu. Diz-se, por conseguinte, que o karmayoga, pelo qual a estabilidade do corpo \u00e9 assegurada, tem dois lados. Nagarjuna, o grande mestre mahayana foi um grande alquimista dotado de maravilhosos poderes. Ele foi tamb\u00e9m um tantrista e um yogin de rara perfei\u00e7\u00e3o. V\u00e1rios de seus seguidores foram tamb\u00e9m mestres not\u00e1veis. Os nathas foram aparentemente influenciados por Nagarjuna e seus mestres. E existem evid\u00eancias de que, apesar de\u00a0\u00a0defensores do processo do hatha yoga, os nathas eram igualmente mestres conhecedores da tradi\u00e7\u00e3o alqu\u00edmica.<\/p>\n<p>Os processos do hatha e o alqu\u00edmico t\u00eam ambos as mesmas limita\u00e7\u00f5es. Eles tornam o corpo imortal, puro e livre. Mas n\u00e3o podem, sem pisar alem de suas fronteiras, levar a cessa\u00e7\u00e3o da mente e ao equil\u00edbrio final. Eles ascendem ao Jivanmukti \u2013o estado em que mente e\u00a0vayu\u00a0(vida) continuam a permanecer estabilizados no\u00a0ajna chakra,\u00a0\u00a0iluminado pela radi\u00e2ncia branca da Luz Universal do\u00a0sahashara.\u00a0Esse estado dura um longo tempo \u2013per\u00edodos incont\u00e1veis de tempo, talvez \u2013durante o qual oupasana\u00a0continuado (ou o curso do raja yoga, seguindo naturalmente) tende a tornar a mente pass\u00edvel de submergir gradualmente no infinito. Fica evidente, portanto, que o verdadeiro escopo do raja yoga vem somente ap\u00f3s o t\u00e9rmino dos processos alqu\u00edmicos e do hatha yoga.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn18\">\u00a0[18]\u00a0<\/a>. O raja yoga termina na Ilumina\u00e7\u00e3o Final da Sabedoria Perfeita (pUrNa praGYA), onde somente um organismo plenamente purificado, tal como os de um Siddha Deha, pode sustentar. Um corpo natural e corrupt\u00edvel \u00e9, portanto, totalmente desajustado para receber a Sabedoria<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftn19\">\u00a0[19]\u00a0<\/a>\u00a0\u00a0&#8211;negativo; incapaz de praticar a medita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua que precede aquele estado.<\/p>\n<p><strong>Um pequeno gloss\u00e1rio (montado pela tradutora para o portugu\u00eas)\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>v\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Bhuta: elemento.\u00a0\u00a0S\u00e3o cinco os elementos: \u00e1gua, ar, terra, fogo e \u00e9ter ou espa\u00e7o.<\/p>\n<p>v\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Manas: mente; a mente inferior como a faculdade que centraliza as informa\u00e7\u00f5es obtidas pelos sentidos\u00a0\u00a0\u00a0(indriya) , sendo ela mesma um sentido.<\/p>\n<p>v\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Marga: rota, modo, caminho, estrada, passagem.<\/p>\n<p>v\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Nada: som, sonoridade, vibra\u00e7\u00e3o sutil. O som que o yogue ouve ao meditar na vibra\u00e7\u00e3o sutil. (O Nada Yoga \u00e9 um ramo do Yoga baseado na vibra\u00e7\u00e3o sutil dos mantras).<\/p>\n<p>v\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Natha: senhor, mestre, Deus, Criador; protetor, ref\u00fagio; in\u00e9rcia. Aquele que confere igual import\u00e2ncia \u00e0s tr\u00eas energias internas: lunar (intelecto); solar (emo\u00e7\u00f5es); fogo (sensa\u00e7\u00f5es corporais). Um antigo \u201cculto (ritual, seita) m\u00e1gico indiano\u201d. Natha tamb\u00e9m vem associado a Kaula \u2013um conhecedor do Kali-Kala; aquele que realiza a perfeita assimila\u00e7\u00e3o, dentro de si, do Sol e da Lua, sendo a eclipse seu s\u00edmbolo.<\/p>\n<p>v\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Sabala: poderoso, forte, potente, vigoroso; junto com o ex\u00e9rcito(?).<\/p>\n<p>v\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Sampradya:\u00a0\u00a0tradi\u00e7\u00e3o oral; aquele que d\u00e1, que entrega, que confere, que aplica (bestower= giver: generoso, filantropo); linhagem, tradi\u00e7\u00e3o, seita.<\/p>\n<p>v\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Vayu: vento, ar; prana, ares vitais<\/p>\n<p>v\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Vidya: sabedoria, conhecimento.<\/p>\n<\/div>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref1\">[1]\u00a0<\/a>O per\u00edodo em que viveu Brahmananda n\u00e3o \u00e9 conhecido. Mas como ele se refere ao\u00a0<em>Narayana Tirtha<\/em>, em seu coment\u00e1rio do\u00a0<em>Hatha Yoga Pradipika<\/em>(1.4), ele deve ter vivido no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII ou mesmo ap\u00f3s.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref2\">[2]\u00a0<\/a>Cf.\u00a0<em>Jalandhara Stotra<\/em>\u00a0atribu\u00eddo a Sabala.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref3\">[3]\u00a0<\/a>Em Ananta Vakya, atribu\u00edda a Charpata, ele \u00e9 chamado \u2018Raja\u2019, ou seja, um pr\u00edncipe de heran\u00e7a real. Em Maha Santa Vakya, Mayanamati o chama de seu irm\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref4\">[4]\u00a0<\/a>Sobre Goga, existem v\u00e1rias poss\u00edveis trajet\u00f3rias de vida, entre essas: a) foi o filho de um rei Chauhan de Bagar em Rajputhana \u2013nascido pela gra\u00e7a de Goraksa Natha; b) viveu em torno de 1150 D.C.; c) foi um contempor\u00e2neo de Prithvi Raj Chauhan; d) foi um grande guerreiro e acabou sendo morto com seu irm\u00e3o em uma batalha com Mahmud de Ghazni em 1024 D.C.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref5\">[5]\u00a0<\/a>Rama Sinha era de \u201cGaudajati\u201d! Jalandhara concedeu-lhe sua Gra\u00e7a \u00e0s margens do rio \u201cKaliya\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref6\">[6]\u00a0<\/a>Diz-se que Jalandhara concedeu favores especiais a Bhima e transmitiu-lhe todos os poderes yoguicos (R^iddhayaH). O nome de Bhima aparece na lista dos siddhas fornecida em\u00a0<em>Varnaratnakara<\/em>.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref7\">[7]\u00a0<\/a>Esse nome aparece na\u00a0<em>Maha Santa Vakya<\/em>, bem como nas tradi\u00e7\u00f5es Marathi. Na vers\u00e3o hindu da hist\u00f3ria, Triloka Chandra foi corrompida em Tilaka Chand .\u00a0\u00a0Nas obras bengali mais recentes, o nome aparece como Trailokya Chandra.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref8\">[8]\u00a0<\/a>Adinatha: yogamArgAt.h paro mArgA nAsti shrutau smR^itau Vivekamartanda: yogashAstra paThennitya.m kimanyaiH shArsravistaraH, etc.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref9\">[9]\u00a0<\/a>Cabe lembrar que algumas das pr\u00e1ticas de Hatha Yoga est\u00e3o associadas aos nomes de certas personalidades da escola dos Nathas. Por exemplo: Matsyendrasana; o Padmasana aprovado por Matsyendra (de acordo com Brahmananda); e outros com Matsyendra; o Jalandhara bandha com Jalandhara Natha, e assim por diante.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref10\">[10]\u00a0<\/a>Adinatha ensinou esse Vidya a Parvati, como descrito em\u00a0<em>Mahakala Yoga Sastra<\/em>\u00a0e outros escritos:\u00a0<em>girijAyai AdinAthakR^Ito haThavidyopadesho mahAkAlayogashAstrAdai prasiddhaH\u00a0<\/em>(jyotsnA).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref11\">[11]\u00a0<\/a>Cf. Yogi Yajnavalkya: hiraNyagarbhA yogasya vaktA nAnyaH, onde o Raja Yoga \u00e9 atribu\u00eddo a Hiranyagarbha.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref12\">[12]\u00a0<\/a>A escola de Marayenga reconheceu oito angas do Yoga, mas a \u00faltima escola eliminou Yama e Nyama do pr\u00f3prio Yoganga e reduziu o n\u00famero para seis.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref13\">[13]\u00a0<\/a>Os quatro aspectos do Hatha Yoga s\u00e3o: a)asana; b)kumbhaka ou pranayama; c)mudra; e d)nadanusandhana. Pratyahara, dharana, dhyana e samadhi, conforme enunciado nos tratados de Yoga, estariam sob a lideran\u00e7a da quarta condi\u00e7\u00e3o(?).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref14\">[14]\u00a0<\/a>Sobre esse assunto, consultar o artigo \u201cThe Doctrine of Pratibha in Indian Philosophy\u201d, em<em><span style=\"text-decoration: underline;\">Annals of the Bhandarkar Institute.<\/span><\/em>\u00a0\u00a0Poona.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref15\">[15]\u00a0<\/a>Amaraugha Sasana atribui a Goraksanatha: \u201c&#8230;&#8230;<em>&#8230;.\u00a0<\/em>\u201c.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref16\">[16]\u00a0<\/a>Cf.\u00a0<em><span style=\"text-decoration: underline;\">Yogabija<\/span><\/em>,(verso 31)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0wswswswswsws<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref17\">[17]\u00a0<\/a>O\u00a0<em><span style=\"text-decoration: underline;\">Rasahrdaya\u00a0<\/span><\/em>diz:\u00a0\u00a0wswswswswswsws<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref18\">[18]\u00a0<\/a>qwqwqwqwqwqwqwqw<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/AlgunsAspectosDaHistoriaEDoutrinaDosNathas.htm#_ftnref19\">[19]\u00a0<\/a>wewewewewew<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: M.M. Gopinath Kaviraj Traduzido por: Regina Balieiro Devescovi Este texto foi escrito por Gopinath Kaviraj e publicado na Princess of\u00a0\u00a0Wales Sarasvati Bhavan Series, vol. VI, 1927.\u00a0\u00a0Aqui, Kaviraj apresenta sua\u00a0\u00a0vis\u00e3o sobre o Sampradaya Natha, incluindo informa\u00e7\u00f5es sobre alquimia bem como &hellip; <a href=\"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/?p=300\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"gallery","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[101,52],"class_list":["post-300","post","type-post","status-publish","format-gallery","hentry","category-m-m-gopinath-kaviraj","tag-m-m-gopinath-kaviraj","tag-nathas","post_format-post-format-gallery"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=300"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/300\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":415,"href":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/300\/revisions\/415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colegiadodharmaparishad.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}